Antes do 25 de Abril
Data:19/4/2024
Freguesia: Alvaiázere
Obs.:
No mês em que se comemora 50 anos da Revolução que pôs fim à
ditadura em Portugal destacamos algumas das proibições deste período.
1. Era proibido casar com uma professora (as professoras do
ensino primário deviam permanecer solteiras, só podendo casar mediante um
pedido de autorização ao Ministério da Educação em que o pretendente era
obrigado a apresentar atestados de bom comportamento moral e cívico e de
recebimento de um ordenado em harmonia com o da noiva).
2. As enfermeiras estavam proibidas de casar.
3. Era proibido usar isqueiro
4. Era proibido andar de bicicleta sem licença;
5. Era proibido beber Coca-cola;
6. Era proibido beijar em público;
7. Uma mulher, para viajar, necessitava de autorização
escrita do marido;
8. As saias das raparigas eram medidas à entrada da escola,
pois não se podia ver os joelhos
(…)
Antes do 25 de Abril…
“…a escolaridade obrigatória era de três anos e, durante um
tempo, deixou de ser obrigatória para as raparigas.
… as mulheres não tinham os mesmos direitos legais que os
homens, e muitas necessitavam de autorização escrita dos maridos para certos
atos da vida social.
… a maioria das escolas e liceus mantinham separadas as
turmas de rapazes das turmas de raparigas, sendo a maior parte dos liceus ou
masculinos ou femininos.
…a maior parte dos estabelecimentos de ensino, as
associações de estudantes estavam interditas.
… quando eram suspensos ou mesmo presos, os estudantes
universitários envolvidos em atividades associativas e políticas eram
incorporados à força na tropa, e incluídos nos contingentes enviados para a
Guerra Colonial.
… a mortalidade infantil e o analfabetismo atingiam níveis
escandalosos.
… não havia os hospitais que há hoje, os centros de saúde
que há hoje, os médicos de família que há hoje, o Serviço Nacional de Saúde que
há hoje.
… não havia salário mínimo, nem passe social, e muitos
idosos não tinham pensão de reforma.
…muitas crianças e jovens não tinham possibilidades de ir à escola e eram obrigados a trabalhar.
… existiam bairros de lata nas periferias das grandes
cidades e não faltava quem passasse fome, nas aldeias e campos do Alentejo, do
Ribatejo, do Douro e de Trás-os-Montes, e mesmo nas cidades.
… a injustiça social e económica era chocante.
… não havia eleições livres para escolher os governantes.
… não havia Liberdade de expressão - a censura à imprensa, à rádio, à televisão,
aos espetáculos era uma realidade diária. Certos livros, músicas, filmes e
opiniões eram proibidos.
(…)
Quem se opunha a este estado de coisas era perseguido.
Milhares de opositores foram presos, torturados e até assassinados pela polícia
política da Ditadura de Salazar e Marcelo Caetano: a PVDE, mais tarde PIDE,
depois DGS. Muitos opositores perderam os empregos, muitos foram impedidos de
ensinar e de trabalhar na função pública, e não foram poucos os obrigados a
exilar-se noutros países para poderem arranjar trabalho. Aliás, a par dos
exilados, centenas de milhares de portugueses se viram obrigados a emigrar para
conseguirem ganhar a vida – vejam-se as enormes comunidades de portugueses hoje
existentes na França, no Luxemburgo, na Suíça, na Alemanha, nas Américas e
noutros países.”
fonte: https://escolaamiga.pt/blog/485f9848-a6ab-4f64-b00f-05e7f5b6171e
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