Antiga escola primária do Candal
𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨, 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐞𝐦 𝟑𝟔𝟔 𝐫𝐞𝐠𝐢𝐬𝐭𝐨𝐬: #84
Obs.: No Candal entre 1910 e 1940 existiram duas fábricas de telha,
ficando uma delas junto à fonte existente no local.
Como havia muito barro naquela zona o mesmo era extraído
pelo “Moiro” o qual cavava o barro e juntando-lhe água, procedia à operação de
o amassar com os pés.
O barro era colocado numa bancada vindo o “Mestre” com um
pouco de água, estender a massa com o
rolo e cortá-la à medida das telhas. Posteriormente vinham as miúdas chamadas
de “Andantes” colocar a massa em cima de um tabuleiro de madeira com duas
pegas, no formato de telha, passando com os dedos no cumprimento para fazer os
veios.
De seguida a telhas eram postas a secar na eira e após a sua
secagem colocadas na grelha existentes dentro de um tanque fornalha a qual
tinha por baixo da grelha um tanque onde era feito o lume para cozer as telhas.
A lenha era fornecida pelas pessoas do Candal que traziam das
suas propriedades.
A fornalha tinha de estar acesa durante uma noite e um dia,
estando sempre presente alguém para alimentar e manter o lume aceso.
Texto elaborado com a colaboração de uma “Andante” D. Maria
(da Capela)
Recolha cedida pela Dª Ilda Novo